A valvuloplastia aórtica por balão é um procedimento dedicado a corrigir o estreitamento da válvula aórtica como medida paliativa ou intermediária, em casos de limitação para cirurgia.

O QUE É?

É um procedimento minimamente invasivo, que permite a correção em uma redução no diâmetro da válvula aórtica por meio de dilatação com um cateter balão, reduzindo a gravidade do estreitamento.

QUANDO É INDICADO?

É um procedimento considerado como “ponte” em pacientes hemodinamicamente instáveis sem condições cirúrgicas.

Pela alta incidência de reestenose e de insuficiência aórtica, apresenta indicação atual apenas em condições excepcionais, como medida paliativa ou intermediária para um tratamento definitivo.

COMO FUNCIONA?

Após definido o diagnóstico pelo cardiologista clínico, equipes de cirurgia e hemodinâmica, com opção pelo tratamento percutâneo, o paciente deverá passar por avaliação com médico hemodinamicista para definir a viabilidade do procedimento e iniciar o protocolo para solicitação do mesmo.

O paciente será preparado para o procedimento, que será realizado na sala de hemodinâmica, local onde se fazem cateterismos e angioplastias.

TODAS AS ORIENTAÇÕES MÉDICAS SERÃO REPASSADAS EM CONSULTAS PRÉ-CIRÚRGICAS

O procedimento consiste em colocar um cateter balão no anel valvar aórtico.

Ele é realizado por meio de punções na virilha.

O cateter balão é guiado através da aorta sob visão de radioscopia, até ser posicionado no anel aórtico.

Uma vez posicionado, confirma-se seu posicionamento com pequenas injeções de contraste.

Em seguida, o cateter balão é insuflado com auxílio de estimulação rápida com marcapasso trans-venoso provisório.

Se confirmada a evolução nos parâmetros, com melhora do grau de estreitamento, o balão é retirado, terminando o procedimento.

Após o procedimento, os locais das punções serão suturados com mecanismos dedicados e comprimidos por, aproximadamente, 30 minutos.

Uma faixa será colocada ao redor de toda a perna na altura da virilha para evitar que o paciente tenha sangramento pelo local da punção.

O paciente permanece 24 horas com a faixa após o procedimento.

Consulte seu médico sobre o uso de seladores hemostáticos, que reduzem o tempo de uso da faixa, dando mais conforto.

Você estará conectado a um monitor cardíaco e a um acesso venoso por algumas horas.

Seu pulso, sua pressão sanguínea e o local da inserção dos cateteres serão verificados frequentemente.

Um exame de ecocardiografia será realizado na UTI, conforme protocolos previamente definidos.

Normalmente, após 48 horas de UTI você passará para o quarto, onde poderá repousar e preparar-se para a alta, conforme sua recuperação.

Os cuidados e recomendações serão repassados no momento da alta hospitalar

PREPARO

O preparo para o procedimento, como medicação a ser suspensa, tempo de jejum e necessidade de internação prévia serão passados no momento do agendamento.

CUIDADOS PÓS-PROCEDIMENTO

Após a alta hospitalar é importante o acompanhamento do paciente pelo médico assistente em caráter ambulatorial.

Todas as orientações fornecidas no momento da alta, como tempo de repouso, medicações e cuidados deverão ser observadas para uma boa evolução clínica.